Cinecartaz

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Maria

O livro do passado.

“Um filme em forma de assim”, tem demasiado “livro” em si.
Tem boa música, boas declamações, belos planos e sequências…. mas tudo sombrio como fragmentos soltos, incompletos, de memórias desgarradas tiradas do album do passado.
O cinema é a forma de arte mais parecida com a vida, neste caso isso não acontece por causa do vínculo esmagador dos textos do livro de Alexandre O´Neill.
O que seria importante era termos ficado a saber sobre a(s) vida(s) que levaram o escritor a escrever o que escreveu, mas o essencial disso ficou ausente, por isso o filme dá aquela sensação de vazio.
Uma coisa muito comum no cinema português, tem sido os temas do passado, como neste caso. Testemunhos do presente elaborados pelos próprios, para mim seria fundamental. Os vivos precisam de voz enquanto estão vivos, para falar sobre o seu tempo. Adiar a representação de uma época para a voz das gerações seguintes, não é bonito.

Publicada a 24-05-2022 por Maria