Cinecartaz

SID

Um gajo que queria ser normal

Como é que um puto todo marado pelos discos voadores pode pensar numa vida tranquila? A magia das estrelas... E começa o filme com musiquinha avé-maria daquelas género video-clip à la Vicent Gallo, com cor desfasada emproada dum amarelo gasto, pó! As meninas mais sensíveis bem podem chorar, que o filme ainda nem começou a sério. Começa mal e acaba no divino, um misto de sentimentos bons atormentaram-me o lado crítico a este Lenine, que não passa nada despercebido. A analogia BigBrother à antiga descarrila naquela que por ventura é a melhor ilusão do filme: num acto, a passagem de testemunho "tás morta volta pá tua terra, velha" - da nova era. Para quê mais? O filme é todo ele baseado naquela máxima: os mortos ficam? Não! Soberba a passagem figurada pela estátua, encaudada pelo helicóptero e o olhos-nos-olhos da mãe demasiado áspera com o Ocidente. Um filme que merece 5 estrelas. É um filme DOGMA? Anda lá perto. E... o fim merece drásticamente um prémio, nada de beleza, apenas a crueldadade da realidade. Um hino à vida, numa outra perspectiva, do lado de lá do Muro. Bem Bom!

Publicada a 25-09-2003 por SID