Um dos mais famosos bandidos americanos, muitas histórias foram escritas sobre o lendário Jesse James (Brad Pitt). Em 1881, Jesse tem 34 anos. Enquanto planeia o seu próximo assalto, o bandido continua a fazer frente aos inimigos que cobiçam não só a recompensa pela sua captura mas também a glória de o terem vencido. Mas a maior ameaça pode estar no seio do seu grupo de aliados.
Jesse pode não passar de um criminoso para aqueles que roubou e para as famílias dos que assassinou, mas ao mesmo tempo o bandido é também alvo de admiração: uma espécie de "Robin dos Bosques" que assaltava bancos e proprietários dos caminhos-de-ferro que exploravam os pobres agricultores; um soldado injustiçado que se vingava de quem lhe tinha destruído a vida, um espírito livre. Entre os seus admiradores estava Robert Ford (Casey Affleck), um jovem que sonhava com o dia em que cavalgaria ao lado do seu ídolo.
Quem terá sido realmente Jesse James? E quem foi Robert Ford, este jovem que, com apenas 19 anos, se tornou no cobarde que alvejou Jesse pelas costas, abatendo a lenda que dez estados não tinham conseguido capturar. O que terá acontecido nas horas que antecederam o tiroteio? Será que algum dia se saberá toda a verdade? PÚBLICO
"Este é um tipo de filme complexo, lento, que não tem nada a ver com a forma como se fazem filmes hoje - tem mais a ver com os grandes filmes dos anos 70", diz ao Ípsilon Brad Pitt, actor e produtor de "O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford". Filmado em 2005, teve uma série de versões até estabilizar na versão definitiva de duas horas e quarenta minutos. "Na verdade", continua Brad, "eu gostava mesmo era da primeira versão, que tinha quatro horas. Mas os espectadores não iriam ter tolerância para ela...".
É uma história elementar, esta: o bom mata o mau e, no final, já não sabemos se o bom é mesmo bom e se o mau era mesmo mau (mas sabemos que tínhamos de o matar, como temos de matar o pai, para podermos ser alguém na vida).
Já John Ford o mostrara nesse magistral "O Homem que Matou Liberty Valance" que, em 1962, pregara um dos primeiros pregos no suposto caixão do western: "quando a lenda é mais plausível que a verdade, escreva-se a lenda".
O tempo custa a passar, arrasta-se, pesa. Respira-se o frio do Inverno e sente-se a crueza da vida no Oeste americano, in�spita, que molda as gentes e lhes tra�a o destino.<BR/>A narrativa serve-nos uma hist�ria sobejamente conhecida, em que uma morte anunciada �-nos avan�ada aos poucos, narrativa feita de avan�os e recuos que mant�m a tens�o.<BR/>Segundo o pr�prio realizador, este filme � mais um filme de gangsters do que um western. O efeito da fama sobre os homens �, talvez, o ponto fulcral: se, por um lado, Jesse James, v�tima do seu pr�prio mito, pressente que o seu fim est� pr�ximo e apenas aguarda (ou determina?) quem o ir� matar (perpetuando,...