Juno (Ellen Page, nomeada para o Óscar de melhor actriz) é uma rapariga de 16 anos, que gosta de andar ao seu ritmo, de preferência ao som de uma qualquer canção dos The Stooges mas que, apesar do seu ar duro e rebelde, é apenas uma adolescente que tenta descobrir quem é. Enquanto a maior parte das colegas passa o tempo a actualizar a página na comunidade virtual MySpace ou no centro comercial, Juno recusa-se a imitá-las. Até que uma tarde, tão aborrecida quanto outras, tudo vai mudar: Juno decide fazer amor com Bleeker (Michael Cera, o celebrizado como o George Michael da série Arrested Development - De Mal a Pior), um rapaz charmoso e um pouco pretensioso. A falta de cuidados leva Juno a ficar grávida, que decide dar o bebé para adopção. Com a ajuda da melhor amiga, Leah, procura nas páginas de classificados o casal de pais adoptivos perfeito até que descobre Mark e Vanessa Loring, que sonham adoptar um filho. Mas durante os nove meses seguintes, Juno terá de passar diversas provas de maturidade e provar a sua coragem.PÚBLICO
Poucas vezes acontece durante a projecção de "Juno" sentir que os diálogos, aforismos e situações não são mais do que o instrumento de uma argumentista à procura da imortabilidade com a "great american quote". (E deve ter conseguido algo, porque "Juno" é o "filme sensação", e outras coisas do género, à beira dos Óscares).
Nos primeiros dez minutos de "Juno", os diálogos são tão rápidos e espirituosos, cheios de referências pop, literárias e sociais que o filme-surpresa da temporada parece uma corrida dos cem metros para gente fixe. "Este é um rabisco que não pode ser desfeito, minha", diz Rollo, o empregado de uma loja de conveniência à jovem que está a comprar o enésimo teste de gravidez para confirmar o inevitável. "Juno" é isto. É a história de um rabisco que não pode ser desfeito e que, aos dois meses de exibição, já fez 130 milhões de dólares de lucro.
Só tenho a dizer que estes comentadores do Público são pretensiosos até dizer chega. É impressionante como conseguem tornar medíocre aquilo que é brilhante. Compreendo que as opiniões podem ser muito distintas, mas caramba isto está sempre a acontecer. Estes senhores não conseguem achar bom nada do que é aclamado pela restante crítica e pelo público. Quem vir as vossas críticas deve pensar que o cinema está mesmo muito mal. Quem o faz estar mal são vocês. Caiu-se no ridículo de só se gostar do que se fez há muitos anos atrás. É caso para dizer, que o passado está mesmo na moda. É uma pena, porque há muito bom cinema a circular por aí. Fica já aqui a minha aposta: para o ano todos os filmes nomeados...