Baseado no romance homónimo de Cormac McCarthy, o premiado autor americano, "Este País Não é Para Velhos" é um hipnótico "thriller" dos irmãos Coen, os realizadores de "Fargo" e "Barton Fink". Nos dias de hoje, os ladrões de gado deram lugar a traficantes de droga e as cidades pequenas tornaram-se campos de batalha. Llewelyn Moss (Josh Brolin) descobre uma carrinha, rodeada por cadáveres, com um carregamento de heroína e dois milhões de dólares em dinheiro. Moss resolve ficar com o dinheiro e o seu acto desencadeia uma série de acontecimentos extremamente violentos, que nem mesmo a lei, na figura do velho e desiludido Xerife Bell (Tommy Lee Jones), consegue travar.
À medida que Moss procura fugir aos seus perseguidores, sobretudo a um misterioso homem (Javier Bardem) que atira uma moeda ao ar para decidir se poupa ou não a vida aos seus inimigos, o filme retrata de forma dramática temas tão antigos como a Bíblia e as manchetes sanguinárias dos jornais.
"Este País Não é Para Velhos" foi nomeado para oito Óscares, vencendo quatro: melhor filme, melhor realizador, melhor actor secundário e melhor argumento adaptado. PÚBLICO
Os irmãos Coen desde cedo partiram o universo dos seus espectadores ao meio, entre o culto incondicional e a aversão, nalguns casos militantemente exacerbada. Pendemos mais para o segundo grupo, o que em princípio nos torna insuspeitos para dizer que "Este País Não é Para Velhos" é o melhor filme saído da oficina dos dois irmãos desde o primeiro filme que realizaram, "Blood Simple", no já remoto ano de 1984.
Já há muito tempo que não via um filme tão mau. Não tem história, não tem ideias que nos ponham a pensar, o desempenho dos actores é patético, monocórdico, chato e sem nenhuma entrega, nada que qualquer estudante do primeiro ano de teatro não conseguisse. Não tem texto, nem diálogos, nem alma, nem tomadas de posição. Gosto de cinema e aprecio vários géneros, por momentos ainda pensei haver alguma semelhança com um Kill Bill, mas peço aqui desculpa ao Tarantino porque qualquer semelhança é pura coincidência. No intervalo, ainda pensei, vou embora, mas decidi dar uma segunda oportunidade, pois não queria acreditar que fosse possível e que a 2ª parte desse algum sentido a tudo aquilo. Puro engano,...