Cinecartaz

José Miguel Costa

3 estrelas

Ao deparar-me com o titulo "O Meu Burro, o Meu Amante e Eu" (uma péssima adaptação do original "Antoinette dans les Cévennes"), e respectivo trailer do filme, não tive quaisquer dúvidas, ainda mais por estarmos em plena época estival, de que se trataria de uma daquelas comédias românticas francesas popularuchas de fugir a sete (ou melhor, oito) pés. Isto dos estereótipos é tramado!
No entanto, à posteriori, verifiquei que esta obra da realizadora Caroline Vignal (de quem nunca tinha ouvido falar) esteve a concurso no festival de Cannes, para além de ter sido nomeada para vários Césares (os óscares do cimema francês), pelo que mudei de ideias num ápice (eis os estereótipos novamente a dar sinal de si).

De facto, o argumento que relata as peripécias amorosas de Antoinette (a amante do pai de uma das suas alunas, que se viu preterida pelo dito cujo em cima da hora, em detrimento de umas férias com a chifruda, mas que não se dá por vencida e decide segui-los, alugando para o efeito um - casmurro - burro de carga), apesar de leve e agridoce (sem recorrer a um registo brejeiro e kitsch), não ofende o intelecto e revela-se divertido (sobretudo devido à interpretação do asno)... qb!

Publicada a 29-07-2021 por José Miguel Costa